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Dead Man's Deck

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AA88

Algumas configurações típicas em vários jogos recebem nomes especiais. No Brasil, em jogos como o bingo, pelo menos há algum tempo, o número 22 eram "dois patinhos na lagoa". Em pôquer, várias mãos têm, também, seus "apelidos", usados entre jogadores frequentes. Um par de ases, por exemplo, é conhecido como "American Airlines" (AA). Dois reis (KK) como "King Kong". Par de seis, como "Route 66", em alusão à icônica rodovia leste - oeste dos Estados Unidos. Já o limite de velocidade mais comum naquele país (55 milhas por hora), não poderia deixar de ser um short cut para um par de cincos (chamado de speed limit). Uma famosa atriz do cinema americano afirmou, por vários anos, ter 38 anos; isto fez qualquer mão que contivesse esta dupla de valores tornar-se uma "Rachel Welch". Reis e valetes (K-J) compunham um "Kojac", personagem de um seriado famoso da televisão nos anos 1970. Outra cultuada mão, universalmente popular, é a chamada "mão do homem morto" (Dead Man Hand). Esta tem origem e composição mais complexas.

Ouro pra que te quero...

A corrida em busca de ouro atraiu dezenas de milhares de mineiros, alguns profissionais, outros apenas aventureiros, ao centro e oeste americanos, durante o século 19. Estes necessitavam de certa infraestrutura. E logo, ferreiros, comerciantes de material de garimpo, barbeiros (que muitas vezes também eram médicos e dentistas), banqueiros interessados na comercialização de ouro, e na guarda do dinheiro que logo se tornou abundante na região, além de outros supridores de serviços e materiais se estabeleceram na região. E a necessidade de diversão atraiu prostitutas, jogadores e outros espertos aproveitadores de eventuais "fortunas instantâneas" criadas pela situação. Nos aclamados Saloons reunia-se a tríade bebida, mulheres e jogo, base da diversão da época.

Jogadores profissionais circulavam nessas paragens procurando obter parte do ganho dos mineiros. Dois jogos eram muito populares: faro e pôquer. O primeiro dependia de equipamentos e pessoal especial e se limitava aos saloons mais sofisticados. O pôquer, no entanto, dependia apenas de um baralho e dinheiro, como instrumentos básicos. E, claro, muita habilidade e sagacidade! Por isso se tornou popular.

Cartas, pistolas e ordem

Por dever de ofício, estes jogadores profissionais também tiveram que se tornar exímios pistoleiros. Era uma habilidade fundamental para sobreviverem a rivais e eventuais bandidos, que sempre estavam atrás de seus passos e de seus ganhos. Esta característica de jogadores / pistoleiros fez de muitos deles também importantes "homens da lei", já que o que menos desejavam era desordem por onde passavam. Queriam ganhar seu dinheiro e deixar o local, sem arruaças e problemas. O que nem sempre ocorria, e por isso estavam sempre com seus revólveres Colt preparados. Vários donos de saloons e membros da comunidade local tinham apreço por eles.

Nomes legendários do velho oeste americano foram este misto de jogadores, pistoleiros e homens "da lei". Vários foram xerifes em cidades nas quais passaram. Embora responsáveis por listas robustas de mortes das quais foram autores, sempre as justificavam como sendo pela própria defesa ou na interceptação de algum notório bandido. Wyatt Earp e Bat Mastherson são exemplos marcantes destes "heróis", cantados em prosa, versos e em roteiros de filmes e seriados de televisão. Muito dessas estórias misturam fantasia e realidade. Mas não se pode negar a importância deles no precário sistema legal e moral então existente. 

Importante como membro deste grupo, mas menos famoso, temos James Butler Hickok, mais conhecido como "Wild Bill" Hickok. Sua biografia é o padrão do tipo. Nasceu em Illinois em 1837, lutou na guerra civil americana ao lado do General Custer. Dirigiu diligências no Oregon e em Santa Fé. Logo passou a combinar suas habilidades de jogador de pôquer com as de exímio pistoleiro. Seguindo a praxe logo se tornou "homem da lei" no Kansas, notadamente nas cidades de Ellis County e Abilene, onde chegou a ser xerife. Tornou-se vice-xerife em todo o Kansas por três anos. Embora alguns de seus biógrafos indiquem que fora desnecessariamente violento em muitos casos, sempre foi considerado que suas mortes se associavam a autodefesa ou na prática de suas funções de manutenção da lei e da ordem.

E eis que descobrem ouro em Dakota!

Indícios de que o ouro aflorava na reserva dos índios Sioux, no território de Dakota, levaram milhares de mineiros e de (principalmente...) aventureiros àquela região do centro norte americano, em meados do século 19. Isto fez Deadwood (hoje na Dakota do Sul) - até então uma pequena cidade da região - transformar-se em um centro de atividades intenso com milhares de habitantes novos, em curto espaço de tempo. Poucas construções apressadas em madeira e muitas tendas de lona compunham a "urbanização" improvisada da cidade.

Em julho de 1876. Wild Bill Hickok chega a Deadwood. Veio de trem de Cheyenne, estimulado por um amigo e antigo sócio. Como todos, buscava dinheiro que parecia aflorar como ouro na região. Pouco antes, em março do mesmo ano, Bill Hickok havia formalmente se casado com uma viúva de nome Agnes Lake Thatcher, proprietária de um circo em Cheyenne. Mesmo no eventual conforto desta condição, o ouro de Dakota e uma nova aventura falaram mais alto. 

Sua chegada foi comemorada por alguns e odiada por outros. No primeiro grupo estava o proprietário do Saloon Nº 10, o mais afamado do local. Este recebeu Hickok oferecendo seu local como "seu quartel general...". Seguiu o preceito de que sempre é bom ter um jogador, pistoleiro hábil e ex-xerife, por perto: "Just in case...", deve ter pensado! No segundo grupo estavam trapaceiros, bandidos e desafetos, que imaginavam problemas com alguém como Hickok por perto. Entre estes estava certo Johnny Varnes. Sua preocupação remetia a um evento passado em Denver, onde Varnes teria perdido todo seu dinheiro para Hickok. 

Nunca sente de costas para a entrada!

Como de hábito, Hickok foi jogar no Saloon Nº 10 no dia 2 de agosto de 1876, às 3 da tarde. A mesa estava composta por Carl Mann, sócio do Saloon Nº10, pelo Capitão Massie, comandante de vapor do Missouri, por Con Stapleton, futuro xerife de Deadwood e por Charles Rich, um jovem pistoleiro e jogador profissional. Hickok demorou a compor a mesa, conversando com alguém no bar. E encontrou apenas o lugar em que daria as costas à entrada do salão. Perguntou, então, a Charles Rich, que ocupava seu lugar favorito, se poderia trocar de lugar com este. Rich, embora com bom humor, recusou, dizendo que ele "...não deveria se preocupar, pois ninguém iria atacá-lo...". E Hickok teve que se contentar com um lugar que não lhe dava total visão do salão.

Após algumas jogadas do grupo surge no salão um jovem mineiro que Hickok havia conhecido no dia anterior como Bill Sutherland. Este, que na verdade se chamava Jack McCall, havia perdido todo seu dinheiro e algumas pepitas de ouro em um all in ganho por Hickok. Compadecendo-se de sua situação ele teria oferecido algumas moedas para que McCall pudesse comer algo. Há controvérsias sobre a aceitação deste dinheiro por McCall. De qualquer forma, o incidente foi entendido por todos como usual neste tipo de "negócio".

No instante em que McCall entra no bar, Hickok e Massie estavam na disputa de uma mão importante. Embora tenha sido notado, pouca importância foi dada a ele. Massie terminou ganhando a disputa e Hickok com humor teria afirmado: "Velho pateta! Me quebrou nesta mão!". Assim que disse isso McCall, que agora estava atrás dele tirou um revólver de seu casaco, colocou na cabeça de Hickok e disparou, dizendo: "Dane-se! Toma essa!". O projétil varou a cabeça de Hickock, saiu na sua bochecha e ainda atingiu o ombro do Capitão Massie, que só percebeu o ferimento algum tempo depois, chocado com o inusitado tiro. Hickok morreu instantaneamente. Foi enterrado em Deadwood, com um epitáfio escrito pelo amigo que o havia levado à aventura de Deadwood!

Há registros de que Hickok de certa forma estava prevendo este desfecho. O mais contundente deles teria sido uma carta escrita para sua mulher Agnes, na qual reafirmava seu amor por ela e dizia que se fosse baleado seu último suspiro seria para pronunciar o nome dela.

As razões que levaram McCall a assassinar brutalmente Hickok são controversas, muito fruto das próprias declarações inconsistentes que aquele deu quando capturado, julgado e finalmente enforcado em março de 1877. Aparentemente McCall era homem de inteligência limitada que teria feito alguns trabalhos "sujos" para contratantes eventuais, inclusive para os donos do Saloon Nº10. Há suspeitas que tenha sido contratado por Johnny Varnes, desafeto de Hickok por ter perdido dinheiro para este em outros tempos. Nas imprecisas declarações de McCall este afirmava que teria vingado a morte de seu irmão, morto por Hickok há alguns anos. Outra possível causa seria a derrota que tivera na disputa no dia anterior, agravada talvez pela "generosidade" de Hickok, e que teria ferido o orgulho de McCall.

Seja qual tenha sido a real causa, terminou em Deadwood a carreira do jogador James Butler "Wild Bill" Hickok. Com 39 anos.

Assassinato no velho oeste era comum... mas, jogadores se interessam mais por cartas

Ao receber o tiro fatal da arma de McCall, Hickok ainda tinha nas mãos as cartas com as quais perdera a disputa com o capitão Messie. E essa mão passou então a ser cultuada como a "mão do homem morto"... (The Dead Man's Hand)...

Sua composição entra na mistura de fantasia e realidade, que de resto permeia todas essas estórias. Tradicionalmente a mão que estaria na mão de Hickok seria composta por dois pares, com ases e oitos pretos. Há dúvidas sobre o valor da quinta carta. 

Des Wilson, jornalista inglês especializado em pôquer, pesquisou detalhadamente o tema. Em seu livro Ghosts at the Table, editado em 2008, ele consultou dois historiadores especialistas no evento. Ambos afirmam que as características da mão segura por Hickok não foram registradas na época do assassinato. Não há, portanto, certeza até sobre ser formada pelos ases e oitos pretos, popularmente divulgados.

No Saloon Nº 10, palco do evento, apresenta-se a "mão do homem morto" como os dois pares de ases e oitos, ambos com cartas de espadas e paus, sendo a quinta carta um nove de ouros. Os atuais proprietários do Saloon Nº10 dizem que esta é a mão tradicionalmente conhecida. E eles nunca necessitaram comprovar isso!

Fig. 1 -  Versão da mão do homem morto com possíveis cartas da época e composição conforme Saloon N° 10.

No museu oficial da cidade de Deadwood (Adams Museum), estão as possíveis cartas que estavam realmente nas mãos de Hickok quando assassinado.  Curadores do museu contam que em 1970 receberam da família de James Griffith Stephens cinco cartas que supostamente teriam sido retiradas por seu avô, Richard Stephens, das mãos de Hickok logo após este ter sido baleado! Richard era um fornecedor do Saloon Nº 10 e estava junto à cena do crime no exato momento em que este fora cometido. E havia retirado as cartas imediatamente após o tiro. Estas ficaram como uma espécie de relíquia da família por vários anos, sempre citada como um evento do qual o patriarca do grupo havia participado. Finalmente, seu neto resolveu doar as cartas ao museu de Deadwood, entendendo que lá preservaria melhor o legado da família.

O curioso são as cartas que compõe essa mão, pelo menos teoricamente, "oficial". Trata-se de um ás de ouros e outro de paus; e de um oito de copas e outro de espadas. A quinta carta é uma dama de copas! Assim, temos aqui dois pares de ases e oitos, mas com cores variadas, e não apenas pretos! E a quinta carta difere da que o Saloon indica.

Fig. 2 - Versão da mão do homem morto com cartas segundo Adams Museum, e cartas possíveis da época.

Em sua pesquisa, Des Wilson levanta todas as possibilidades e confronta todas as alternativas, usando métodos investigativos consistentes, E conclui que a real composição das cartas não foi considerada relevante na data do evento, e nenhuma importância teria sido dada a isto. Posteriormente criou-se o "mito" da mão segura por Wickok, que hoje é um dos elementos de marketing da cidade, atualmente um polo de interesse turístico, especialmente para os amantes de pôquer e da história - e das lendas...- do "velho oeste". 

Camisetas comercializadas na cidade, atualmente, mostram o par de cartas pretas (ases e oitos) sem revelar o valor da quinta carta. Assim, verdadeira ou não, a "mão do homem morto oficial" compõe-se de um par de ases (espadas e paus) e oitos (também de paus e espadas), desprezando-se a mistura de cores, como mostrada pela suposta mão realmente portada por Wilckok, atualmente no museu oficial de Deadwood. São várias as possíveis alternativas para compor a quinta carta. Em um estudo de referências feito por Wilson, o nove de espadas aparece seis vezes; o valete de ouros, quatro vezes; a dama de ouros, duas vezes e dama de copas, três... Escolha a carta que acha mais simpática, e faça sua especulação também!

O baralho "The Dead Man's Deck"

Recentemente, Expert Playing Card Co., ligada à Conjuring Arts Research Center - CARC, lançou o baralho "The Dead Man's Deck", celebrando essa afamada e fatídica mão de pôquer.

A edição apresenta todas as cartas perfuradas na parte central, com chamuscados simulando terem sido atingidas por um projétil. Este é representado por uma pequena esfera de aço, que acompanha o maço. Várias cartas são, na sua parte frontal, pintadas como se tivessem sido respingadas com o sangue de Hickok, ao ser mortalmente ferido. Uma carta de apresentação explica sumariamente o mito que envolve as cartas e outra carta extra mostra uma fotografia de Wild Bill, com sua suposta assinatura, datada de 1876.

 O produto é de boa qualidade técnica, com cartas de bom deslizamento e acabamento superficial, mas comete uma série de imprecisões, se a intenção foi produzir um baralho fiel à época em que teria sido utilizado (c.1870's). Vamos a eles:

1- As figuras retratadas no exemplar representam o padrão usado nos baralhos regionais franceses de Paris. Este modelo, criado em cerca de 1815 por um fabricante francês conhecido como David, veio a tornar-se o padrão deste baralho regional, sendo até hoje utilizado. Embora tenha sido um padrão já existente à época, muito provavelmente não teria sido usado em um baralho utilizado em Deadwood naquela época. O site oficial do Adams Museum, onde estariam as verdadeiras cartas que Hickok portava, não publica nenhum imagem destas cartas. Precisaremos de uma visita para verificar como seriam... O site do Saloon Nº 10 atual ilustra as cartas com um baralho marca Bee. Note-se, que esta marca foi introduzida somente em cerca de 1895, por NYCC. Pesquisando em referências sobre baralhos da época e em baralhos da minha coleção, acredito que as figuras usadas possam ter sido similares às mostradas pela figura 3.

Fig. 3 - Baralho fabricado por JNº J. Levy, nos Estados Unidos em c. 1860 , de tipo possivelmente similar ao portado por Hickok.

Fig. 4 - Baralho Dead Man's Deck, fabricado pela Expert Playing Card Company.

2- As cartas apresentam índices indicando valores, tanto nas figuras e ases (JQKA), como em todas as cartas numerais. Embora à época já existissem alguns baralhos com índice, eram poucos e seguiam padrões de apresentação diferentes dos representados, que são usados em baralhos atuais. A fig. 3 mostra cartas ainda sem índices, as mais prováveis de seguirem o modelo da "mão do homem morto".

3- O dorso do baralho original, embora já existente (surgiram em torno de 1840, mais ou mesmo), eram menos elaborados que o proposto. Veja dorso típico da época na fig. 3.

4- O selo que fecha o estojo apresenta serrilha típica de selos antigos, que tinham picotes para separação das peças. Note-se, no entanto, que baralhos como os usados em Deadwood na época de Wid Bill Hickok quase certamente não eram envoltos em estojos como os atuais, e sim envoltos em folhas de papel, inutilizados após um novo maço ser aberto. E, portanto, não apresentavam nenhum selo. Veja o tipo de invólucro usado à época na fig. 5.

Fig. 5 - Invólucro típico usado em baralhos novos c. 1860. As cartas eram envoltas em papel apenas.

Conclusão

A "Mão do Homem Morto" faz parte do folclore do velho oeste americano, e é um aspecto cult tanto da história, como da estória do pôquer. 

A criação de um baralho tratando desta lenda é interessante. Embora cometendo alguns equívocos de edição, não deixa de ser um exemplar colecionável, para ser mantido e mostrado como curiosidade. Mas, não creia em tudo que vê! Nem afirme que tem uma cópia fiel do baralho que foi usado por Wild Bill Hickok quando jogou sua última e fatídica partida de pôquer!

Texto de Cláudio Décourt (Ruberdec).

Fotos da coleção de baralhos de Ruberdec.

Referências consultadas
WILSON, DesGhosts at the Table: Riverboat Gamblers, Texas Rounders, Internet Gamers, and the Living Legends Who made Poker what it is Today. Philadelphia, Da Capo Press, 2008. 342 p.
MANUS, James M.   Cowboys Full: The Story of Poker.  New York, Picador, 2009. 592 p.
FLETCHER, Iain.   Guida completa al Poker. [Milão?]Antonio Vallardi Editore, 2007. 215 p.
MONTMIREL, FrançoisPoker: The Ultimate Book.  s.l. Assouline, 2007. 280 p.

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comentários


  • Se eu comprar esse baralho vou falar que é uma cópia exata do baralho de Wild Bill Hickok quando morto, se não dá pra provar o contrário (como a própria matéria deixa claro), falar que é mentira é mera especulação (falar que é verdade também, mas vamos fingir que não ; ) hehe)

    Luís em
  • Pra quem gosta de velho oeste este baralho é perfeito, kkk

    Lais Alves em
  • Geralmente não comento em blogs, mas este artigo merece. Parabéns.

    Arthur Duarte em
  • As cartas antigas parecem que foram feitas a mão. Nunca tinha visto, parabéns.

    Pedrox72 em
  • Muito melhor do que qualquer filmes de bang bang da sessão da tarde!

    Guilherme em
  • Ok me convenceu. Vou comprar =) rsrs

    Nathan Rocha em
  • Muito bom!

    Marta Ribeiro em
  • Muito interessante ver cartas de um baralho tão antigo! E o Dead Man’s Deck é um ótimo baralho para colecionar, faço coleção e comprei ele pois achei a estilização realista e intrigante.

    Felipe Dutra em
  • Bela matéria! Em tempos como este é bom ter algo de qualidade para ler.

    Pedro Camilo em

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